Pesquisar este blog

25.5.11

Acabou o “dolce far niente” da Dilma

“O importante não é saber quanto Palocci enriqueceu com sua empresa de consultoria, mas saber quanto as empresas, seus clientes, enriqueceram com negócios ligados ao governo".
Até o escândalo – mais um – do Palocci, governo e Dilma estavam com passe livre junto à opinião pública. O gozado é que esse passe livre não tinha origem por ser mulher ou suceder Lula e sim pela forma discreta e firme como está conduzindo as políticas de governo. Nem mesmo esse escândalo de seu Chefe da Casa Civil abalaria seu prestígio se ela não tivesse atendido à fala de Lula e estivesse tentando “blindar” seu ministro a qualquer preço. E esse preço vai lhe custar caro, pois ela blinda uma pessoa já mal vista perante a opinião pública pelos escândalos em que já se envolveu.

Como dizem alguns articulistas nacionais, mais precisamente a Castanhede, “Palocci é o centro da articulação política (que Dilma desdenha), avalista para os investidores internacionais, interlocutor do grande capital e da oposição, diplomata junto à grande imprensa”. Realmente os “interessados” em coisas de governo é que acham isso tudo muito normal.
Mas a realidade de seu passado, quando mentiu sobre suas idas em uma casa de negócios montada pelo PT e de lá ou articulou ou permitiu a quebra ilegal e imoral do sigilo do caseiro Francenildo, testemunha-chave em processo contra ele. Teve escândalos quando de sua gestão como prefeito da cidade de Rio Preto, em São Paulo, e outras confusões muito bem descritas pela imprensa nacional em cada época.
Chamá-lo de volta à ribalta política foi coisa de Lula, mas no governo de Dilma. Agora, Dilma corre atrás do prejuízo, enquanto avolumam-se os valores dos negócios, as suspeitas sobre os clientes e as dúvidas sobre Palocci.
Por outro lado, se a empresa de Palocci faturou R$ 20 milhões e recolheu à prefeitura o ISSQN (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza) e os impostos federais à União, nada há a comentar. Essa empresa passaria por qualquer auditoria interna ou externa e até por perícia contábil da Receita Federal. E com isso se saberiam os nomes dos clientes pessoais de Palocci.
Não adianta dizer que muitos da época de FHC fizeram o tráfico de influência. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é coisa de dito popular. O erro e a falcatrua de um não justificam a falcatrua do outro.
A Lei da Responsabilidade Fiscal e a do IR são imperativas na questão.

0 opiniões:

Sairam daqui para A Abiose

Sairam daqui para A Abiose

Atenção! Este contador não é 100% confiável

Lorem Ipsum

.

A Abiose Maringaense mundo afora

Só Empresas - 0800 604 1234

A Abiose Maringaense mundo afora hoje